quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Estudantes da Universidade Tecnológica do Paraná fazem um Fusca Elétrico

Conheça Thomas, um Fusca elétrico feito no Brasil

Um grupo de estudantes da Universidade Tecnológica do Paraná fez com que um simpático Fusca 1982  se tornasse um legítimo representante da classe dos veículos ecológicos ao trocar seu antigo motor à combustão interna por uma moderna unidade abastecida por energia elétrica.

Batizado de EcoFusca – ou Thomas,  como é carinhosamente chamado pelos seus criadores Bruno Masaharu Shimada, Danilo Yamazaki, Diego Francisco de Carvalho Rodrigues, Fernando Luiz Buzutti e Marcelo Shinji Otsuka, o carrinho foi o fruto de um projeto que começou no último mês de março e que resultou em sua apresentação “oficial” durante a última edição da Semana Nacional de Ciências, que aconteceu entre os dias 17 e 23 desse mês.
Thomas, o Fusca: elétrico
Apesar do tempo relativamente curto para sua execução, os jovens afirmam que os primeiros esboços surgiram na década de 80, quando o engenheiro elétrico londrinense Jilo Yamazaki projetou um veículo que dispensava o uso de combustíveis fósseis para se locomover. Este projeto foi usado como referência para a adaptação do Fusca.

O característico motor de 1.6 litro refrigerado à ar que desenvolvia cerca de 50 cv de potência deu lugar a uma unidade elétrica, produzida no Brasil, que tem módicos 15 cv a sua disposição.
Como os motores elétricos dispõem de 100% de seu torque desde 0 rpm, os estudantes dizem que Thomas é capaz de se locomover em trajetos urbanos com até mais disposição do que um Fusca comum. Mas questões de segurança fizeram com que o grupo limitasse sua velocidade máxima a apenas 60 km/h, “suficiente para trajetos na cidade”.
Thomas com seus "pais", estudantes da Universidade Tecnológica do Paraná e Jilo Yamazaki (ao centro), mentor do projeto.
A energia usada para abastecer Thomas vem de 25 baterias de chumbo-ácido (do tipo comum, usadas em automóveis), instaladas no lugar de seu banco traseiro e debaixo do capô dianteiro, onde costumava ficar seu tanque de combustível. ”O alto custo das baterias de íons de lítio as inviabilizaram no momento” afirmou Marcelo Shinji ao TB.

Por conta desta limitação, o EcoFusca tem autonomia de 60 quilômetros e seu tempo de recarga é de 8 horas. Só para comparar, as modernas baterias de ions de lítio do Mitsubishi iMievoferecem 160 km de autonomia, com tempo de recarga de 14 horas em uma tomada de 110V ou 7 horas em 220V (com 80% de sua capacidade em menos de 1h).

A adaptação de Thomas para eletricidade custou cerca de R$ 25 mil e seu custo por quilômetro rodado é de R$ 0,07, contra R$ 0,26 em um carro comum.
Veja abaixo um vídeo em que Thomas é apresentado.

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