sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Governo agora permite gerar energia em casa e ter desconto na conta pelo excedente - Geração distribuída transformará o mercado global de energia, reconhecem empresas

















Pesquisa da PwC com 53 companhias de 35 países revela que o modelo de negócios do setor de energia passará por mudanças significantes até 203007/10/2013 


A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou em abril do ano passado regras destinadas a reduzir barreiras para instalação de geração distribuída de pequeno porte.  Apesar de ainda não ter atingido grandes resultados na popularização da microgeração no Brasil, foi um passo importante em direção ao que empresas do mundo inteiro encaram como inevitável: a transformação do mercado devido à crescente facilidade com que cada pessoa pode gerar sua própria energia.

Essa é uma das constatações de umapesquisa de opinião conduzida pela consultoria PwC com 53 empresas de energia de 35 países.

Perguntados se o modelo de negócios do setor sofreria mudanças importantes até 2030, 94% das empresas disse esperar transformações significantes. Para 54%, a microgeração distribuída será uma das principais forças por trás dessas alterações, porcentagem que sobe para 90% na América do Norte e cai para 33% na América do Sul.

Quando a questão foi diretamente sobre a possibilidade do término do atual modelo de mercado de energia devido ao crescimento da geração distribuída nas próximas décadas, as empresas se mostraram divididas. Para 52%, a probabilidade de isso acontecer é baixa, já os outros 48% afirmam que é média ou alta.
De qualquer forma, as companhias não consideram que veremos tão cedo o fim dos grandes projetos de energia. Para todos os representantes das empresas sul-americanas, não há a menor possibilidade de que a microgeração substitua completamente os empreendimentos de larga escala. Entre os que defendem que isso pode acontecer estão apenas 9% dos norte-americanos, 13% dos europeus e 15% dos asiáticos.
“As características possíveis do modelo de negócio das empresas de energia no futuro devem incluir: crescimento contínuo das fontes de energia distribuída; coexistência entre grandes projetos e microgeração; e melhorias dos sistemas de informação, integração e globalização”, afirmou à PwC Liu Guoyue, presidente da estatal chinesa Huaneng.

De acordo com a pesquisa, as companhias esperam enfrentar uma maior competição no futuro para garantir que a microgeração descentralizada seja uma oportunidade e não uma ameaça.

Globalmente, 82% dos entrevistados vêem o crescimento desse setor como uma oportunidade. Na América do Sul, essa porcentagem é de 100%. Os que mais enxergam como uma ameaça são os norte-americanos, 30%.
Segundo a PwC, nessa corrida para continuar indispensáveis para os consumidores, devem vencer aquelas empresas que colocarem no topo de suas prioridades a prestação de serviço para os microgeradores.
Para 61% dos respondentes, ainda existe um grande espaço para melhorias nesse sentido. Por exemplo, as companhias nunca focaram intensamente na questão de ocupar o mercado da instalação de equipamentos de geração elétrica em residências.

“Algumas empresas se tornarão mais diversas geograficamente para aproveitar essas oportunidades e para reduzir os riscos regulatórios. Outras vão repensar seu mercado e procurar por seu nicho. O foco em serviços ao consumidor também representa novos campos de negócios. É muito provável que mais parceiros sejam necessários, tanto para dividir os riscos financeiros quanto para lucrar com diferentes conhecimentos”, comentou Johannes Teyssen, CEO da E.ON SE.

A pesquisa conclui que o modo como as empresas responderão a essas mudanças determinará se serão capazes de fazer parte do futuro ou se acabarão como outras indústrias, cujos modelos de negócios foram eclipsados pelo avanço tecnológico.

Crédito Imagem: Wikimedia Commons

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